Santa Maria: Terra do Ipê-Roxo

Cada local tem seus símbolos, seja o brasão, bandeira, pontos turísticos e, em alguns casos, um animal ou planta que é a “cara da cidade”. Em Santa Maria, tem a Vila Belga, o Vale do Menino Deus (também conhecido como Garganta do Diabo) e o ipê-roxo. Sim, a belíssima e colorida árvore embeleza os quatro cantos da cidade e está até no brasão santa-mariense.

Ipe-roxo-santa-maria

A árvore, que troca suas folhas durante o inverno e floresce no começo da Primavera, é dotada de flores que assumem tons arroxeados e rosa que se destacam na paisagem e oferecem um colorido digno de apreço em ruas e praças de Santa Maria.

Nativo da América do Sul, o ipê é muito presente no Sul e em partes do Centro-Oeste e Sudeste, em ocorrência natural, e é considerado uma das árvores pioneiras na região, uma das primeiras a aparecer na mata nativa, devido sua característica de alta resistência ao sol e baixa necessidade de cuidados.

Por isso mesmo, sempre foi muito utilizada em paisagismo, inclusive em Santa Maria, pois além da beleza e resistência, danifica menos calçadas e construções ao redor que outras espécies na arborização.

Ipê-roxo pode chegar a 32 metros de altura

Conhecido pelo nome científico de Tabebuia Avellanedae, o ipê-roxo é característico de regiões úmidas próximas ao mar, vale e encostas da Mata Atlântica, que constituem parte da flora natural de Santa Maria.

As árvores crescem em média de 20 a 32 metros de altura, com tronco atingindo entre 60 e 80 centímetros de diâmetro, com uma madeira dura, pesada, muito utilizada na construção civil, naval e pela indústria moveleira.

Suas flores têm propriedades medicinais, podendo ser utilizadas como adstringente, analgésico, diurético, entre outras utilidades fitoterápicas.

Onde encontrar o ipê-roxo em Santa Maria?

O ipê-roxo pode ser encontrado em ruas, praças, estabelecimentos comerciais e shoppings e avenidas de Santa Maria, inclusive na Praça Saldanha Marinho, na área central da cidade. Quem chega por aqui tem grandes chances de encontrar vários exemplares da espécie, que estarão começando a florescer entre julho e setembro.

Em 1988 foi estabelecida a árvore como símbolo da cidade, mas sua onipresença na paisagem santa-mariense data do processo de demarcação territorial da cidade, segundo historiadores. Na época, quando eram definidos os limites de Santa Maria, o vereador João Veríssimo de Oliveira utilizou o ipê para marcar as divisas municipais, reproduzida abaixo em ortografia da época:

“Pelo oeste – da primeira canhada do alto que desce ao Passo da Areia, cortando a rumo do Sul em direção à chácara de Antônio José da Rosa, de lá em direção ao ipê pela frente da chácara de João Goethmer e do ipê em rumo de este em direção à chácara e olaria do falecido Machado e pela chácara de Dona Angélica. De lá, cortando o rumo de Oeste, em direção à chácara de André Beck e seguindo dahi até a casa de Geraldo Alves Damaceno a fechar pela chácara de João Henrique Druek, rumando depois à mesma canhada que vae dar ao Passo da Areia”.

Fato: se você é um admirador do ipê-roxo, certamente terá muitas oportunidades para registrar fotos da árvore em sua visita a Santa Maria.