Explore os sítios paleontológicos de Santa Maria

Além dos estudantes e militares, os sítios paleontológicos de Santa Maria fazem da cidade uma referência nacional também neste campo. São 20 sítios localizado em três formações geológicas da região: Formação Santa Maria, Caturrita e Sanga do Cabral.

sítios paleontológicos de Santa Maria

Motivado principalmente pelo trabalho do santa-mariense Llewellyn Ivor Price (1905-1980), filho de norte-americanos e considerado o pai da paleontologia no Brasil, os trabalhos de escavação, pesquisa e catalogação dos artigos encontrados na região resultaram na fama de Santa Maria e região, que recebe cerca de 10 mil turistas anuais em busca do turismo paleontológico.

Primeiro dinossauro brasileiro nos sítios paleontológicos de Santa Maria

Na região, foi encontrado o Estauricossauro, primeiro dinossauro brasileiro e um dos mais antigos já registrados em todo o mundo. Carnívoro e semi-bípede, o Estauricossauro viveu na região há 225 milhões de anos. Chegava a medir 2,25 metros de comprimento e 80 centímetros de altura, considerado pequeno em relação a outros dinossauros.

A fama desse achado resultou até mesmo na nomeação extraoficial da BR-287 como Rodovia dos Dinossauros, no trecho que começa na cidade de Candelária e vai até Mata, passando por Santa Maria.

Conheça as formações geológicas e sítios paleontológicos de Santa Maria

  • Formação Santa Maria — Principal formação geológica da cidade quando o assunto é a paleontologia. Reúne alguns dos principais sítios paleontológicos de Santa Maria, como o Arroio Cancela e o Jazigo Cinco, além de dividir com a Formação Caturrita o sítio Sanga da Alemoa. Os outros sítios são Arroio Passo das Tropas, Cidade dos Meninos, Colégio Militar, Largo Padre Cargnin, Olaria Campus UFSM, Sanga do Armário, Vila dos Sargentos e Vila Kennedy.
  • Formação Caturrita — Divide com a Formação Santa Maria o sítio Sanga da Alemoa, considerado um dos principais do Brasil, além dos sítios Cerrito I, II e III e Vila Caturrita. Também abriga toda a extensão dos sítios Bela Vista, onde foram encontrados fragmentos de crânios, além dos sítios Jardim Berleze, Xavier da Rocha e Silva Jardim, caracterizados principalmente pela presença de madeira petrificada.
  • Formação Sanga do Cabral — Conhecida também como Formação Rosário do Sul (por causa do município de mesmo nome), tem 500 quilômetros de extensão e abriga o sítio Cabeceira do Raimundo, onde foram encontrados fragmentos do Procolophon, um gênero de lagarto pré-histórico que inclui três espécies, Brasiliensis, Trigoniceps e Pricei, nomeado assim em homenagem a Ivor Price.

Sítios paleontológicos próximos a Santa Maria

As cidades de São Pedro do Sul, Mata e São Martinho da Serra também são famosas pelo patrimônio fóssil e paleontológico. Conheça mais sobre elas:

  • São Martinho da Serra — Localizado a 8 quilômetros de Santa Maria, o sítio paleontológico Água Negra é uma das grandes atrações do município de São Martinho, que faz divisa com o território santa-mariense. Por lá foi encontrado o Unaissauro, um dinossauro pequeno (chegava a 80 centímetros de altura) e herbívoros.
  • São Pedro do Sul — O sítio paleontológico Chiniquá foi o segundo onde encontraram fósseis no Rio Grande do Sul. Passaram pelo local grandes pesquisadores, como os alemães Alex Löfgren, Rudolf Stahlecker e Friedrich Von Huene, e o norte-americano Edwin Harris Colbert, além do brasileiro Carlos de Paula Couto. Na região foi encontrado o Stahleckeria, um ancestral dos mamíferos que habitou a região há 230 milhões de anos.
  • Mata — Os apenas 5 mil habitantes da cidade viviam tranquilos sem perceber o ouro que tinham, o que mudou com a chegada do Padre Daniel Cargnin, entusiasta da paleontologia. O religioso estimulou expedições em busca de patrimônios fósseis, que resultou na criação do Jardim Paleobotânico de Mata, repleto de artigos de madeira petrificada, e no museu em homenagem ao padre, que reúne artigos de suas expedições.